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Clipe: Natural como o amor
A fotografia do novo clipe de Patrícia Mellodi dispensa luz artificial
por Rodrigo Sabatinelli 18/04/2012
foto: Divulgação
Não, a nova música de trabalho da cantora Patrícia Mellodi, fala de um amor impossível de ser esquecido. Tema romântico dos atores Grazi Massafera e Ricardo Pereira na novela global Aquele Beijo, ela acaba de ganhar uma bela versão em videoclipe.

"Com a música sendo bem divulgada na TV, seria mais fácil seguir o caminho do folhetim e contar uma história romântica, mas resolvi explorar outra vertente e desenvolvi um roteiro falando do amor através da solidão", conta a diretora Alexia Maltner.

Partindo dessa premissa, ela revela que as ideias deram lugar a imagens nas quais a artista, num ambiente nostálgico, recorda um amor que ficou no tempo.  "Essas imagens, eu chamo de 'fragmentos das lembranças de quem ama'", diz.

Gravado no hotel Mamma Ruísa, localizado em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, o clipe tem, ainda, direção de fotografia de Daniel Leite, que se beneficiou da existência de diversas janelas com belíssimas entradas de luz para, propositalmente, abrir mão de fontes artificiais de iluminação.

DIREÇÃO CAPTA SENTIMENTOS SEM IMPOSIÇÃO

Alexia faz questão de dizer que não impôs nenhuma interpretação à cantora, pois o objetivo, segundo ela, era conduzi-la de modo que se declarasse para a câmera, como uma mulher apaixonada, dividindo com o público sua solidão e seu desejo.

"Extremamente extrovertida e espirituosa, Patrícia embarcou, de primeira, em cada sugestão oferecida, deixando-se levar pelo ambiente descontraído do set", lembra a diretora. "A cada estrofe, o sentimento que a música emanava fazia com que nos envolvesse com seu olhar e seus gestos. A síntese do meu trabalho foi captar esses sentimentos e registrá-los com delicadeza", completa ela.

IMAGENS CAPTADAS EM FULL HD

Diretor de fotografia do clipe, o carioca Daniel Leite registrou as imagens em padrão Full HD utilizando, para isso, duas câmeras, uma Sony F3 complementada por um kit de lentes primes da Carl Zeiss, e uma Canon 5D Mark II, com uma Zeiss ZF.



O organograma de gravação foi, segundo ele, bastante intenso. Utilizando travellings e skaters em alguns dos muitos planos de imagens, Daniel conseguiu construir mais de oito seetings diferentes em cima das distintas ideias propostas pela diretora do filme.

"Nosso conceito era o de chegar a um look bastante simples, bonito, que circulasse no universo de uma beleza, bem próximo à moda, e nos levasse a sentir que estávamos participando do cotidiano da personagem representada", conta.

Para chegar ao objetivo, ele tinha algumas pistas, que eram bem evidentes, como por exemplo, a contemplação e o espaço-tempo de uma mulher que vive cercada por uma espécie de nostalgia. "Um passado, muitas vezes, representado por planos poéticos e com movimentos suaves", diz.

FOTOGRAFIA SE UTILIZA DE LUZ NATURAL

Acostumado a trabalhar com diversas fontes de luz, Daniel utilizou, no clipe de Patrícia Mellodi, somente iluminação natural. "A opção", diz o fotógrafo, "se deu por conta da locação, um lugar bastante interessante e com belas entradas de luz".

A referência principal, a qual Daniel se avalizou, foram as janelas do hotel onde o clipe foi gravado. "Durante a produção, realizamos um estudo de movimento e inclinação do sol e adequamos nossas ideias à essas posições", lembra ele.

Alexia, a diretora, reforça o comentário do amigo e diz que a fotografia explorou o décor do ambiente de maneira a transportar a personagem ao encontro de algo íntimo. Segundo ela, ambos chegaram à melhor maneira de apresentar a artista, de forma a transparecer sua beleza, doçura e sutileza.

"Com movimentos sutis de câmera e deixando vazios nas composições, ela foi levada a um passado nostálgico que habita na atmosfera da música", diz.



O discurso da fotografia, de acordo com Daniel esteve presente nos movimentos da câmera, nas composições e na utilização dos valores focais. Isso foi, segundo ele, um trabalho de preparação no qual foi observado que o roteiro impunha tal look.

"Foi neste momento que resolvemos fazer um investimento mais importante para o setor de câmera, à busca de um formato mais sólido, como a Sony F3", diz, lembrando que a chegada de Fernando Fernandes, da Bros Filmes, para co-produzir o filme, fez com que o projeto ganhasse mais qualidade estética.

TONALIDADES QUENTE E FRIA SE COMPLEMENTAM

Sobre a tonalidade das imagens do clipe, o fotógrafo diz que, ao mesmo tempo em que se trata de um look bem natural, apresenta aspectos de beleza mais intencionados, como peles bem quentes e brancos beirando a superexposição, assim como predominam os tons beges, amarelo e madeira.

"Durante minha preparação e em consulta às referências da Alexia, que sabia exatamente o tipo de clipe que queria realizar, chegamos a conclusão de que não estávamos exatamente em um tempo presente, mas, sim, em um universo de passado, um passado doce e de boas memórias. Por isso, usamos os tons quentes, que trazem essa 'esperança'. A excentricidade do amarelo, por sua vez, traz vida e circulação ao quadro", diz.



Alexia, por sua vez, lembra que pesquisou bastante e alimentou o imaginário de Daniel com referências de imagens, fragmentos e fotos. "Tivemos uma preparação sólida, desde a visita à locação, dias antes, até escolha do formato de gravação. Uma vez, no set, fui tendo novas visões e, em seguida, apresentei a ele, que, em cima das minhas visões, embarcou e transformou aquilo em algo cativante de se ver", encerra ela.


 
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