Luz & Cena
LOGIN e-mail
senha
esqueceu sua senha? Clique aqui para se
cadastrar na M&T As novidades da L&C em seu computador
gravar senha

Edição #162
janeiro de 2013
Índice da Edição 162
Direção de Fotografia
Vídeo Mapping
Final Cut
Publicidade
Galeria
Holofote
Iluminando
Capa

Cadastre seu e-mail e
receba nossa Newsletter
As novidades da L&C em seu computador
Publicidade: Faça-se a luz!
A importância da fotografia nos filmes publicitários
por Louise Palma 20/01/2013


A iluminação pode fazer toda a diferença na gravação de qualquer vídeo, e não é diferente quando tratamos de campanhas publicitárias produzidas para televisão e internet. A luz faz parte da linguagem e se junta aos elementos do vídeo para comunicar a mensagem ao público a quem ele se destina.

Assim, a maneira como as fontes de luz são aplicadas podem não só contribuir para o entendimento da mensagem, mas também para agregar valor estético e garantir o sucesso de uma produção. Pensando nisso, a Luz & Cena conversou com duas produtoras de vídeo que realizam projetos de agências de publicidade para saber de que forma a iluminação está sendo usada como recurso no mercado e através de quais equipamentos ela tem sido gerada.

Criada pelos sócios Luiz Porto e André Wainer, a Vudoo é uma produtora carioca fundada em 2010 com o objetivo de atender ao mercado publicitário. Focada nas novas mídias e com grande capacidade de se adaptar a diversos tipos de produção, a Vudoo busca soluções criativas e realiza, principalmente, vídeos para a internet. No portfólio, clientes como Google, Oi, Loreal, Bob's, Itaú, Bradesco, Vivo, Eletrobrás e Nívea.

Já a Vapt Filmes, que tem como sócio-diretor Edgard Soares Filho, está localizada em São Paulo e se dedica ao mercado publicitário criando vídeos também para a televisão. Parte do G8 Group, um grupo de empresas especializadas em produção audiovisual, a Vapt foi fundada há quatro anos e atende clientes como Multiplan, Cyrela, Microsoft, Danone, Ri Happy, Estrela, Land Rover e Nokia.

O FILME PUBLICITÁRIO

O filme publicitário é uma ferramenta do mundo da propaganda usada para atrair a atenção do consumidor para determinado serviço ou produto. Considerando que a forma tem mais importância que o conteúdo, já que é ela a responsável por capturar a atenção do público-alvo, a necessidade de destacar a mensagem publicitária entre tantos outros estímulos audiovisuais fica óbvia.

Dentro da estratégia de envolver o consumidor de maneira emotiva e sensorial, está a utilização da luz como forma de comunicar. A iluminação é um recurso essencial, e para chegar à fotografia ideal para cada tipo de propaganda as produtoras se prendem, inicialmente, ao roteiro fornecido pelas agências publicitárias.

"Quando falamos de filme publicitário, já não estamos falando apenas de um trabalho artístico, mas de um trabalho que precisa trazer um resultado para alguém", explica André Wainer, da Vudoo. Assim, nem sempre a estética pensada previamente para um trabalho chega a ser usada, pois a aprovação do cliente é o ponto de partida para a realização do vídeo.

"Às vezes, um exagero na mão artística pode fazer com que o foco se perca. É preciso ser mais 'careta' mesmo. É bom para o produto que a linguagem seja mais pé no chão", complementa Wainer.

Para Edgard Filho, o efeito que um fotógrafo busca com a luz na publicidade é diferente daquele usado no cinema e na televisão, por exemplo.

"Na publicidade, não temos tanta liberdade autoral quanto num longa ou num clipe, pois, na outra ponta, tem o cliente, que dá a palavra final. Nós temos que deixar tudo lindo: a modelo, o carro, a bebida, o celular", diz o sócio-diretor. Assim, o trabalho do diretor de fotografia tem como objetivo essa luz "mágica", que faz com que o produto brilhe sob o olhar do consumidor em potencial.




Um filme publicitário começa com o conceito, proposto pela agência junto com o roteiro. A partir disso, a produtora começa a entender o que vai vender e de que forma vai mostrar o produto ao cliente. "O roteiro (e o diretor) dão o tom. Buscamos fazer o melhor sem complicar, pois as decisões que tomamos antes da filmagem afetam, e muito, o desenrolar do set", afirma Edgard Filho.

Além de se preocupar com o equipamento e o desempenho durante as gravações, é preciso também apostar as fichas na pós-produção. "Confiamos muito na nossa edição e nas soluções estéticas que só aparecem depois do material gravado", destaca Luiz Porto.

INTERNET X TV

Apesar da TV ainda liderar os investimentos do mercado publicitário, a internet vem crescendo como plataforma para a propaganda. Em tempos de grande ascensão das ferramentas digitais, é esperado que as publicidades online e televisiva se tornem igualmente eficientes, já que, cada vez mais, as pessoas passam tempo com seus computadores, celulares e tablets conectados à rede.

Os filmes para internet possibilitam um orçamento mais enxuto, mas isso não significa que o resultado será amador. Já é comum, fora do Brasil, que os vídeos para plataformas online custem mais que aqueles feitos para a televisão, mas aqui isso ainda é raro. Mesmo que produzidos para uma tela menor, Edgard Filho destaca que o trabalho e o aparato de iluminação utilizado para filmes online são basicamente iguais aos usados para a TV. O que muda é o tipo de roteiro, que permite filmes com mais tempo de duração, e o orçamento, que pode refletir na escolha do equipamento utilizado e da equipe escalada.

Para Luiz Porto, da Vudoo, os filmes para internet são preferência por serem realizados "com mais liberdade para intervenções criativas e inesperadas que pintam ao longo do processo". O sócio da produtora explica que nos filmes para a TV a pré-produção é maior e se baseia em referências mais precisas de como será o resultado final. Se o cliente deseja filmar para a TV e seu orçamento não é tão alto para os padrões televisivos, Porto lembra que é importante levar em consideração que o filme será exibido na sequência de grandes produções.

"Se naquele momento o nosso cliente não puder fazer frente, vamos lutar para encarar essas superproduções de igual para igual. Para isso, é preciso ficar atento aos detalhes e, nesse cenário, a luz é fundamental."

A LUZ NA PUBLICIDADE

Em qualquer cena iluminada artificialmente é necessário que a luz seja composta em planos elaborados para que a fotografia esteja em harmonia estética com o roteiro e a proposta do filme. A luz tem papel definitivo nos produtos audiovisuais e não é diferente quando se trata de filmes publicitários.

"O que faz a luz? Tudo. Feche os olhos e está respondido. A luz em um ambiente faz toda a diferença. As cores influenciam [na imagem de] uma pessoa mesmo sem ela saber. Esteticamente falando, uma luz ruim pode acabar com uma atriz ou modelo. A luz tem um papel muito importante no produto que se está vendendo: ou ele fica feio ou fica palatável", afirma Edgard Filho, que acredita que a iluminação é adequada quando não se percebe a presença dela.

Para André Wainer, a luz é responsável por criar sensações, despertar sentimentos e definir a estética de um vídeo. "É um recurso determinante no sucesso de um filme. Quando bem feita, ela atinge em cheio a percepção do espectador e é determinante para que o filme tenha sucesso", declara.



Pensada especialmente para cada vídeo, a fotografia segue o roteiro. Se a gravação vai acontecer em um local fechado, o ideal é que as cores usadas na iluminação estejam de acordo com o ambiente, já que iluminar tudo se torna inviável.

"Se você está fazendo um filme de cerveja, logo vem a ideia de praia ou de um happy hour. Nesse caso, a luz tem que reproduzir o ambiente em que o público se identifique. Se for praia, já lembramos de sol e o filme tem que passar esse calor. Mas é possível que a gravação seja durante o inverno. Na fotografia você tem muitos recursos: pode ter uma linguagem com flair, strong, back light, cores mais quentes, e por aí vai", exemplifica Edgard.

E se uma filmagem indoor apresenta variáveis, uma gravação ao ar livre também depende de fatores como o tempo. Para Luiz Porto, a luz natural é um recurso maravilhoso, usado pela Vudoo sempre que possível, mas que precisa de mais cuidado na hora de gravar.

"É sempre legal quando conseguimos misturar luz natural e artificial na composição dos quadros. A luz natural exige mais cuidados, pois ela pode mudar durante a gravação, mas o resultado que ela gera é sempre um diferencial", explica.



Ao contrário do que muitos pensam, uma boa fotografia não depende apenas de uma equipe competente e de bons equipamentos, mas também do jogo de cintura dos envolvidos na produção. André Wainer afirma que existem várias formas de se chegar a um bom resultado usando recursos inesperados.

"Recentemente fizemos um filme para a Icatu Seguros, criado pela Agência 3, que era uma mãozinha de um ilustrador desenhando em um quadro branco. Tentamos de todas as formas iluminar com nosso equipamento, mas sempre aparecia um problema de reflexo ou sombra. Para solucionar, fomos a uma loja de material de construção e montamos uma estrutura de luz fluorescente que cercava o quadro todo e eliminava qualquer tipo de sombra e reflexo. Calculamos a inclinação, a quantidade de lâmpadas e distâncias para que os problemas sumissem. Na pós-produção, eliminamos pequenas variações de cor e luz que haviam sobrado. O trabalho ficou ótimo e todos ficaram satisfeitos", conta.

EQUIPAMENTOS MAIS USADOS

A evolução tecnológica vem refletindo diretamente nos equipamentos de iluminação e nas câmeras. O aparato para captar imagens se tornou mais prático no que diz respeito ao seu tamanho e peso, além de estar mais acessível, no que diz respeito ao custo de mercado. Na opinião de Edgard, o vídeo se tornou mais democrático, e isso pode ser notado na tela. "Antes, os grandes filmes só ficavam na mão de quem dominava a película. Hoje, com uma câmera pequena, se faz imagens lindíssimas", complementa.

Desta forma, é possível que as produtoras tenham equipamento próprio, o que permite mobilidade e autonomia para realizar seus trabalhos, além de flexibilizar custos para o cliente. Outro fator que facilita o trabalho das produtoras e possibilita que o orçamento fique ainda mais atraente é a produtora ter seu estúdio montado, com o básico dos equipamentos.



Entre os itens de iluminação mais comuns no acervo das empresas que atendem ao mercado publicitário estão os refletores HMI - conhecidos por sua flexibilidade - e também Kino Flos, PLS e LEDs, que consomem menos energia e são bastante usados em locações menores.

Para os sócios da Vudoo, a estrutura básica para se ter "debaixo do braço" inclui Dedolites, para usar no contraluz ou destacar algum elemento mais no fundo plano, Kinos, para usar como luz de frente, e fresnéis para destacar personagens. Edgard Filho destaca ainda que é bom ter à mão refletores HDMI de 4 e 1.2 K e 575 W.

Já as câmeras mais usadas são a Red One, a Arri Alexa e as câmeras DSLR, como os modelos 5D e 7D da Canon. A 5D ganha destaque entre os entrevistados.

"Ela revolucionou o mercado, além de ter uma imagem linda", defende André Weiner, que ressalta que a câmera sozinha não ganha o jogo: é preciso contar com um bom kit de lentes fotográficas. "Adoramos utilizar as lentes Compact Prime da Zeiss, mas ainda não temos. É uma das nossas metas para 2013. Tem uma imagem linda e diferenciada", justifica.
Versão para impressão de
“ Edição #162:  Publicidade” Envie este artigo
para um amigo

 ARTIGOS RELACIONADOS - PUBLICIDADE
A Banda Mais 3D da Cidade (Edição #151 - 19/02/2012)
A turnê mundial de Fabrício Peçanha (Edição #162 - 20/01/2013)
Natural como o amor (Edição #153 - 18/04/2012)
Luz & Cena © Copyright 2000 / 2022 - Todos os direitos reservados | Política de Privacidade
Est. Jacarepaguá, 7655 salas 704/705 - Rio de Janeiro - RJ CEP: 22753-900 - Telefone: 21 2436-1825