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Edição #160
novembro de 2012
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Editorial: Luz social
por Marcio Teixeira 20/11/2012
Inspirado pelo trecho sobre luz elétrica e modernidade que integra a segunda parte da série A representação da luz na pintura ocidental (você pode conferi-la nesta edição da Luz & Cena, na seção Iluminando, tão bem conduzida por Farlley Derze), saiamos um pouco, neste editorial, do universo em que luz é arte, caminhando apenas alguns metros junto à dupla luz e sociedade.

Todos sabemos que a luz, enquanto produto, e sua escassez - na forma de sombra ou de mais completa escuridão, inclusive -, são fortes indicadores de desenvolvimento ou de atraso, de atenção ou descaso público, mas, aproveitando essa época pós-eleição, vale a pergunta: isso não é errado? Pensemos em Paris, a própria Cidade Luz. Veem à mente a iluminada Torre Eiffel, os animados e brilhantes cafés, os museus com iluminação controlada, ideal para que as obras neles expostas possam ser apreciadas adequadamente por muitas gerações. No entanto, quão irônico não deve ser viver na Cidade Luz quando se é um morador de um conjunto habitacional do subúrbio, cercado de má iluminação e violência?

Sob o refletor aceso, algo de bom acontece, seja teatro, na dança ou nas ruas. No Brasil, muitos vivem sem luz em suas casas até hoje, e não me refiro a gente moderna que adotou velas como únicas fontes de iluminação de seus lofts. Mas como as trevas não podem ser eternas, acompanhamos o alvorecer de um programa do governo que, desde 2003, já tirou cerca de 15 milhões de pessoas da escuridão. E se esse mesmo governo promete, para os próximos anos, um avanço tão grande no investimento em educação graças ao dinheiro que vem à tona junto com o petróleo, de repente o jovem que ontem nem tinha luz em casa será o jovem formado, com a mente ligada em política, ciência, cultura... Amanhã ele poderá ser um engenheiro elétrico, ou, quem sabe, depois de ver uma peça de teatro pela primeira vez, ter a certeza de que será um lighting designer.

Dito isso, nessa edição da L&C temos, em detalhes, o terceiro ato de Raymonda, encenado pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil durante o Festival de Dança de Joinville. Em nossas páginas você também encontrará uma matéria sobre os dez anos da cada vez mais importante Escola de Cinema Darcy Ribeiro e uma valiosa entrevista com nosso ex-colaborador, o iluminador Osvaldo Perrenoud, também conhecido como Oz. Além, claro, de nossas colunas.

Boa leitura!

Marcio Teixeira
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