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Holofote: Felipe Lourenço
por Louise Palma 08/12/2012
foto: Divulgação
A iluminação entrou na vida de Felipe Lourenço por acaso, em 1995, quando ainda era um ator que integrava uma companhia universitária. Lá, ele começou a trabalhar como estagiário do iluminador Paulo Roberto Moreira. Depois de sair da companhia, em 2002, Paulo Roberto - que hoje é seu sócio - o levou até Jorginho de Carvalho. "Passei dois anos e meio grudado no mestre, sugando todo o conhecimento possível", conta Lourenço, que não esconde a admiração que sente por Carvalho: "Ele é inigualável! Não existe ninguém que vá tão fundo na arte de iluminar como ele."

Com Jorginho, Felipe começou a trabalhar no Tablado, tradicional centro carioca de formação de atores, onde teve a oportunidade de criar a luz das peças de fim de ano da escola, fazendo uma espécie de curso intensivo na área. "Na época, eram 18 turmas e 18 peças diferentes em três meses", explica ele, que por três anos atuou como iluminador da instituição.

Em 2006, Lourenço assumiu a iluminação do Espaço Tom Jobim, onde trabalha até hoje. "Participei da construção do teatro, fazendo todo o projeto de iluminação cênica", conta ele, que destaca a confiança que recebeu de Biza Vianna quando chegou ao Espaço. "Eu era muito novo e ela teve muita paciência comigo", explica. Para o iluminador, foi lá onde ele mais cresceu profissionalmente, tendo contato com outros iluminadores e com as principais empresas do mercado, o que abriu as portas para sua carreira empresarial. O resultado disso? Em parceria com Paulo Roberto Moreira, Lourenço abriu a In Foco Iluminação, que além de oferecer locação de equipamentos, também realiza projetos. "O Paulo Roberto é quem segura as pontas comigo na empresa. É meu parceiro para qualquer parada", diz.

Atualmente o iluminador está na fase de ensaios da peça A Viagem de Clarinha, de Cacá Mourthé, que estreia em janeiro. Ele também assina a luz do espetáculo O Cara, de Miguel Thiré, que está em turnê e reestreia no Rio em janeiro. Fora do universo teatral, Lourenço criou a iluminação da exposição permanente Tom Jobim: Música e Natureza, no Instituto Antônio Carlos Jobim, inaugurada em outubro, e do show de Teresa Cristina e Os Outros, em que ela canta um repertório só com músicas de Roberto Carlos.

A profissão pode ter surgido por acaso, mas houve um momento que Felipe Lourenço já não podia mais fugir dela. Ele conta que, quando trabalhava como assistente de Jorginho Carvalho em Menino Maluquinho - A Ópera, em 2004, ouvia os elogios vindos do público. "No final do espetáculo, no Teatro Central, em Juiz de Fora, o público vinha falar que a luz estava linda e emocionante, e eu percebi que o Jorginho, sentado atrás de uma mesa, conseguiu tocar a todos que assistiam àquele musical." Quando estava à frente da iluminação do monólogo de André Mattos, Diário de um Louco, em 2006, Felipe viu acontecer a mesma coisa, mas, desta vez, com ele. "No dia da estreia, no Teatro Leblon, o público reagiu da forma como eu vi acontecer no Teatro Central, com o Jorginho, só que ali era eu atrás da mesa. Percebi, então, que não tinha mais jeito: eu era um iluminador."

Com a carreira iniciada no teatro, Felipe Lourenço considera como sua "base" a iluminação para este tipo de espaço, sendo ela a que lhe dá mais prazer ao realizar trabalhos. No entanto, ele destaca conhecer a amplitude do campo de atuação. "Da festinha de aniversário ao megafestival de música, sempre haverá alguém iluminando. Acho que o profissional não pode ficar parado só em uma área: ele tem que se arriscar."

Formação: O Tablado
Processo de criação: Persistência
Intuição ou pesquisa: Primeiro um, depois o outro
Influências: O momento
Um iluminador: Jorginho de Carvalho (essa não precisava nem responder)
Console favorito: Avolite Pearl
Projeto especial que tenha realizado: Projeto de iluminação cênica do Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro
O melhor e o pior da profissão: O melhor é conviver com pessoas criativas. O pior é aturar, às vezes, o "excesso de criatividade" de alguns.
Planos para o futuro: Crescer, sempre aprendendo
Sonho de consumo profissional: Trabalhar de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h
Dica para quem começa: cuidado para não cair da escada. E não desista!
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