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Edição #239
agosto de 2011
 Revista
Índice da Edição
Audio-Technica AT4080
Coincidindo com esta época em que estivemos falando a fundo dos microfones de fita, tive a felicidade de receber para análise um microfone que justamente usa esta tecnologia, só que com diversos aprimoramentos - o Audio-Technica AT4080.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
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Como funcionam os compressores por João Ferraz Filho
Dentre os equipamentos mais comuns dos estúdios, e que agora se encontram virtualmente nos softwares, estão os compressores. Como todos sabem, os compressores são controladores automáticos de dinâmica. A voz humana, por exemplo, pode emitir desde sons de natureza super suave e de volume baixíssimo até um grito estridente com volume altíssimo. A movimentação do instrumento emissor do som em relação ao microfone pode gerar variações de volume que o compressor ajudará a nivelar. É uma peça de extrema utilidade e muito versátil, mas temos que saber, antes de qualquer coisa, o que cada componente de um compressor significa.

Normalmente os compressores que você usa no home studio são cópias de um original analógico, como o 1176 ou o LA-2A, que aliás são sonho de consumo da maioria dos engenheiros de som. Cada vez mais os plug-ins se desenvolvem e chegam a resultados muito bons, porém muitos dizem que uma importante diferença entre um periférico de verdade e um plug-in é que o som de um equipamento analógico nunca vai ser exatamente o mesmo do que um outro do mesmo modelo, e que cada peça pode vir a possuir um timbre único.

Opiniões à parte, a verdade é que a primeira coisa a fazer é aprender como tirar proveito de tudo que um compressor oferece e usar o que o nosso bolso permite - sendo analógico ou virtual.

Existem tipos diferentes de compressores, mas todos eles têm basicamente quatro tipos de parâmetros:

1. Threshold - Ajusta o nível que o sinal deve atingir para o compressor ser acionado. Até atingir essa "linha", o sinal não sofre alterações. Quando atinge e passa desse limite, ele é comprimido.

2. Ratio - Ajusta o quanto de compressão vai ser aplicada em dB quando o sinal ultrapassar o threshold - razão entre o sinal que entra e o sinal que sai. Um ratio (ou razão) de 5:1 significa que um sinal de 5 dB acima do threshold irá deixar o compressor apenas a 1 dB acima do threshold.

3. Attack - Ajusta o quão rápido o compressor vai ser acionado depois que o sinal atinge o threshold. Valores típicos para velocidade do ataque variam entre 1 milissegundo até mais do que 100 milissegundos. Variações no tempo de ataque de um compressor podem mudar a característica do som. Um exemplo seria um compressor na caixa da bateria com um ataque extremamente rápido. O compressor será ativado muito rapidamente, reduzindo ganho instantaneamente.

4. Release - Ajusta o quão rápido o compressor deixará de atuar depois que o sinal atinge o threshold novamente. Valores típicos para release vão de 20 milissegundos até 5 segundos. Como o attack, deve-se ter critério para o uso. Seus valores mudarão de acordo com o instrumento e tipo de música.

Limiter

Um limiter é um compressor com um ratio alto e geralmente com um ataque rápido. O nome popular mais conhecido seria o "brick wall limiter", ou muro. Esse tipo de limiter tem um ataque muito rápido e ratios de 20:1 ou mais. O limiter normalmente é utilizado quando se precisa de um volume considerável, mas sem correr o risco de sobrecarregar (overload) o seu output.

Agora que você já conhece todos os parâmetros do seu compressor procure testar diferentes opções de regulagem em variados instrumentos. Obviamente cada peça terá um som diferente e funcionará melhor em diferentes instrumentos. Um compressor pode soar mais macio e funcionar melhor em instrumentos como a voz, o baixo, clarinete, etc. Outros são mais ríspidos ou agressivos e funcionam bem na caixa da bateria, percussão, guitarras. Lembre que tudo depende da regulagem. Não tenha medo de testar todas as opções. Se você sentir que uma voz precisa é de algo mais "duro", teste. Sem preconceitos.

Um compressor mundialmente conhecido e muito utilizado por todos é o 1176, da Universal Audio. A sua versão plug-in tem o nome de BF76, que vem do nome do fabricante: Bomb Factory. Esse compressor, porém, tem algumas características um pouco diferentes do padrão. O seu input vai funcionar como o threshold. O seu ratio é fixo nos valores 4, 8, 12 e 20.

Esse compressor tem um conhecido "macete", chamado de "nuk": apertar seus quatro botões ao mesmo tempo. Com isso você ganha uma opção de som extra e bem característica. A velocidade do seu attack varia entre 20 e 800 microssegundos, sendo o attack mais rápido com o seu controle totalmente à direita.

O seu release varia entre 50 e 1,1 milissegundos, sendo o release mais rápido com seu controle totalmente à direita. O 1176 é conhecido por trazer brilho para vocais enquanto sua compressão traz maciez, entre várias outras características. Como já disse antes, o negócio é testar, sempre lembrando que nenhum equipamento faz mágica e a dinâmica é parte crucial de uma boa performance. Antes de tudo, tente ser musical.

 
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 SOBRE O AUTOR
Confira dicas sobre como tirar o melhor som das suas gravações e mixagens. João Ferraz Filho é engenheiro de som, com formação pela Berklee (EUA), e sócio do estúdio Lontra Music, no Rio.

Para entrar em contato, escreva para joaoferraz@lontramusic.com.

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