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Edição #144
julho de 2011
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galeria: O invisível descortinado
Desconhecidos por muitos, nômades brasileiros se revelam além dos estereótipos atribuídos ao povo cigano
por Gui Mohallem 21/07/2011


No segundo semestre de 2010, fui convidado, como fotógrafo still, a integrar a equipe do primeiro longa de Julia Zakia (Ao relento, sobre duas ciganas separadas na infância e criadas em mundos distantes). Eu já conhecia o roteiro e, quando aconteceu o convite, me animei muito, em função do convívio que poderia ter com os ciganos. Em nosso combinado, ficou bastante claro que eu poderia interferir nas cenas e criar ensaios que fossem além do registro das imagens do filme... Assim, desde o começo, tive espaço para propor cenas específicas para as fotos. Era a parte mais divertida.

Em dezembro, chegamos a Alagoas (uma das locações do filme), e eu realmente me apaixonei por esses ciganos, pela honestidade do olhar deles; de longe, a maior que já pude encarar.

Em uma das cenas em que eles faziam figuração ao fundo, debaixo de um umbuzeiro, fui até o figurino, pedi que me vestissem como um deles e me juntei ao grupo. Como sou branquinho, galego, tive que ficar escondido atrás do tronco da árvore para a câmera não me pegar nunca.

Deste modo, quando havia uma pausa nas filmagens, eu podia agir.  A imagem aqui reproduzida, parte da série Drom - O caminho cigano, com a qual conquistei o segundo lugar no Prêmio Conrado Wessel de Arte 2010 (categoria Ensaios), foi tirada num desses momentos. Esse menino me olhou e pediu: "Tire uma foto de mim?". Fiz uma série de imagens. O vento balançava as folhagens do umbuzeiro e a luz dançava sobre a gente. Em um dos cliques, a luz acertou direitinho.

Nos meus trabalhos pessoais, uso sempre minha câmera de filme velha de guerra - tenho três iguais -, a Nikon F80 (ou N80, nos EUA), e trabalho com lentes fixas, a 35mm f2.0, a 50mm f1.4 e a 85mm f1.4. Para os trabalhos encomendados, uso uma Nikon D700. Nos dias de filmagem, usava as duas, tentando diferenciar uma coisa da outra. Neste trabalho específico, ficou muito fluida essa separação do que era pessoal e do que era encomenda.

Não sei dizer com certeza a abertura, a velocidade ou as lentes - a 50 ou a 35 - com as quais bati a foto acima, mas gosto bastante do desfoque que elas me dão.

Gui Mohallem (guimohallem.com) é formado em Cinema e Vídeo. No fim de 2008, um ano e meio após começar a se dedicar exclusivamente à fotografia, inaugurou sua primeira exposição individual em Nova York. Em São Paulo, expôs em espaços como as galerias Babel, Olido, Emma Thomas e Baró Cruz. Paralelamente aos projetos pessoais, ministra workshops e fotografa para empresas e periódicos.
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