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Edição #147
outubro de 2011
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Evento: Lighting Week Brasil 2011
Evento leva ao público informação e novidades do setor
por Rodrigo Sabatinelli 19/10/2011
foto: Media Link
A segunda edição da Lighting Week Brasil, realizada entre os dias 20 e 23 de setembro, no Expo Barra Funda, em São Paulo, dividiu as atenções do público que anualmente vai à Expomusic conferir os lançamentos do setor. Pelos corredores do evento, planejado e executado por empresas como Gobos do Brasil, HPL, Lighting Bits e Hot Machine, entre outras, circularam diretores de grandes emissoras de TV, iluminadores, cenógrafos e proprietários de locadoras de equipamentos, todos em busca de novidades.

E novidades, realmente, não faltaram. No estande da Hot Machine, por exemplo, João Alonso comemorava o sucesso que as máquinas de fogo e CO2 da holandesa MagicFX faziam diante dos presentes. "Voltaremos da feira com nosso estoque praticamente zerado. Mas isso não é surpresa. Afinal de contas, hoje todo locador ou produtor de shows está de olho nas novidades, principalmente no que diz respeito a efeitos especiais", disse.

No espaço da HPL, Danielle Moraes, do departamento de marketing, apresentou os moving heads Nick Wash 600, XR2000 e XR3000 Spot e XR2000 Beam, da DTS, e os canhões Super Trouper, da americana Strong, nova "representada" da empresa. "Começamos agora a trabalhar a marca no Brasil, mas já tivemos um feedback positivo sobre o produto", comemorou ela. Na Unilamps, os novos refletores de LED da Unicoba e uma infinidade de lâmpadas para moving lights das marcas Phillips e Osram foram o destaque. De acordo com Marcio Guizzo, diretor comercial do grupo, "a procura por esse tipo de lâmpada se deu, em parte, por grandes fabricantes de aparelhos do gênero, parceiros da empresa".

Outro estande que "ferveu" de novidades foi o da Lighting Bits, de Daniel Ridano. Lá, foram apresentados consoles MA Lighting, canhões e fresnéis de LED para TV e teatro Robert Juliat, sistemas DMX Wireless Solution e máquinas de fumaça MDG. Produtos que, segundo o próprio executivo, "não deixaram dúvidas sobre sua qualidade". Burburinho semelhante foi notado no espaço da Gobos do Brasil, de Esteban Risso, onde havia uma série de equipamentos da italiana Martini Entertainment, fabricante de moving lights que vem sendo distribuída com exclusividade pela marca no país. De acordo com Esteban, "os modelos B300, B700 e S700 foram os mais apreciados".

Na CineShop, de Paulo Basso, os destaques foram os conectores para cabeamento de luz Group 5 e Bates, modelos da Marinco, que, segundo o executivo, são resistentes a altos impactos e a altas temperaturas. "Em nosso primeiro dia de feira fechamos um negócio com uma empresa de cabeamento para TV que nos encomendou cerca de mil unidades deles", comemorou Paulo, lembrando que também houve grande procura pelos produtos da Eletro Terrível e da Lee Filters, outras marcas distribuídas por ele.

Pela primeira vez no Brasil, a mexicana Teletec, do diretor comercial David Alexander-Katz, levou à LWBR uma série de equipamentos na linha de estruturas, como os sistemas motorizados da Auton. "Viemos para sentir o mercado e gostamos muito da feira, pois nossos produtos foram vistos por pessoas do segmento", disse. Já na Newart Iluminação, distribuidora exclusiva dos produtos Robe, os moving heads AT 575 e AT 700, ambos Spot, foram as novidades. Aliás, no estande da empresa, o fundador da Robe, Josef Valchar, e o gerente de vendas regional da América Latina, Guillermo Traverso, comemoravam a venda de 5 mil unidades LED Wash 600 em apenas oito meses de produção. A marca foi alcançada na última Plasa, realizada este ano em Londres, Inglaterra. 

Os destaques na Lemca Lâmpadas Especiais ficaram por conta da linha para comunicação visual da GE, com LEDs, e da linha profissional LED Show Lighting Lumicraft. No local, o diretor comercial Fábio Araújo fechava negócios e anunciava com orgulho o desenvolvimento de projetos especiais para casas noturnas e estabelecimentos em geral. Por sua vez, a C.I. Tronics apresentou os sistemas de dimmer nos modelos C.I. 24, C.I. 36 e C.I. 48 e os sistemas de distribuição de energia Main Power Moving nos padrões 220 e 380v, todos com proteção residual. Além dos sistemas, a empresa lançou o painel de LED B30, de 30 mm de distanciamento entre pixels, "o único que", segundo o diretor técnico da empresa, Anderson Dutra, "pode ser controlado via wi-fi sob proteção IP65".

E, como de costume, no espaço da Prolux foram demonstrados diversos tipos de laser, como os verdes LS, de 50mW, e os RGB gráficos, de 1.2W e 2W, além do software Moncha, desenvolvido especialmente para uso com os lasers, e dos refletores Wash 361, com 36 LEDs de 1W, e Wash 601, com 60 LEDs de 1W.

MOVIMENTO SUPERIOR AO DO PRIMEIRO ANO ANIMA PARTICIPANTES

Durante a Lighting Week, Paulo Basso era um dos mais exaltados, no bom sentido. Entre um fechamento de negócio e outro, destacou que, neste ano, o movimento na feira foi superior ao do ano passado. "No entanto, o mais importante", segundo ele, "foi ter recebido verdadeiros 'compradores', como diretores de grandes emissoras de TV e de empresas que prestam serviços a elas". João Alonso lembrou que a LWBR é, por filosofia, uma feira quantitativa. "Nela, não há circulação de pessoas de fora do setor, apenas profissionais, o que prioriza o fechamento de negócios e afasta os curiosos", ressaltou.

Mesmo satisfeito com os resultados obtidos em suas duas edições, o diretor da Hot Machine revelou que as empresas que organizam o evento atualmente estudam a possibilidade de, no ano que vem, retornarem à Expomusic. Para que isso aconteça, algumas medidas deverão ser tomadas. "Queremos ter um pavilhão totalmente dedicado à luz. Para nós, não é interessante 'conviver' com barulho e com o público que está ali somente a passeio. Se isso for de interesse deles [da organização da Expomusic], iremos sentar e negociar", disse.

Por outro lado, Marcio Guizzo, diretor da Inulapms, lamentou a ausência de importantes clientes que, convidados por ele, não compareceram à feira. "Nem todo mundo pôde vir. Muita gente priorizou a Expomusic, que, apesar dos problemas, se mantém como o principal evento do setor. Afinal de contas, existe há muitos anos."

Assim como no ano passado, a LWB promoveu, no Auditório da ABRIP, situado dentro da própria feira, uma série de palestras, ministradas por profissionais renomados. Diretor de fotografia da Rede Globo e proprietário da locadora paulista LPL, Césio Lima abordou o tema Integração de luz, cenário e vídeo.

"A luz natural já era usada pelos gregos e as peças eram escritas levando-se em conta o movimento do sol pelo céu. Os anfiteatros gregos, por sua vez, eram construídos de forma a aproveitar esse movimento", disse ele, que também destacou a necessidade de haver boa integração de iluminadores e artistas, cenógrafos, diretores de arte e de fotografia. "O iluminador está ali para ajudar o espetáculo. Ego todo mundo tem, mas a gente precisa trabalhar para que o tudo seja harmonioso. É preciso, principalmente, atender o pedido do artista ou da empresa que contrata nossos serviços", ensinou.

Lighting designer e sócio da KN Projetos, Naldo Bueno falou sobre o momento dos lighting designers no Brasil. Dentre os temas relacionados ao assunto e abordados por ele, um dos destaques foi a preparação do profissional de iluminação. Na plenária, Naldo afirmou ser essencial estudar e ter boas plataformas de trabalho. "O Brasil está em alta, pois eventos como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo geram visibilidade para todos. Por isso, ter boas plataformas de trabalho, saber utilizar a tecnologia, respeitar o ambiente onde o evento acontecerá e o valor que o cliente se dispõe a gastar são primordiais para o resultado final", sentenciou.

Osvaldo Perrenoud, o "Oz", lighting designer, diretor de fotografia e professor de iluminação, comandou um debate que teve como tema a aplicação cotidiana de cores e filtros corretivos e difusores. No bate papo, ele mostrou diversos exemplos que orbitam o assunto, permitindo, com isso, que a plateia observasse as mudanças provocadas pela iluminação em determinadas cenas, "desde ocultar rugas e destacar a maquiagem até realçar enquadramentos", informou.

Gerente da MA Lighting na América Latina e diretor da Lighting Bits, Daniel Ridano apresentou o software de programação da mesa, o grandMA 3D, disponibilizado de forma gratuita no site da fabricante. "Com ele", disse, "é possível programar com antecedência todo o evento, estudando cuidadosamente como pretende posicionar cada elemento e definindo os efeitos necessários. Também pode apresentar toda essa programação para o artista ou diretor do show, garantindo que o que está programado será realizado no palco".

Diretora de iluminação do Natal Luz de Gramado, Jamile Tormann falou sobre o papel do projetista de luz. Diante da plateia, ela decretou: "saber ouvir e entender o gosto do cliente é o ponto principal para iniciar um bom trabalho. Conceitos como projeto escrito, imagem e cronograma determinam o valor do projeto final e a mão de obra gasta. Dessa maneira, o cliente entende exatamente cada etapa do processo".
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