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julho de 2006
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Holofote: Alexandre Wendt
por Tatiana Queiroz 19/07/2007
foto: arquivo pessoal
Professor do curso de cenografia do Teatro Escola de Porto Alegre (TEPA), o carioca Alexandre Wendt, de 32 anos, nunca havia pisado em um teatro até ingressar no Curso de Artes Cênicas da UFRJ.

"Eu cantava numa banda e o palco já havia me seduzido. Acabei escolhendo cenografia por gostar de desenhar e por pensar em criar os cenários dos shows e videoclipes da banda", explica. Seis meses de universidade foram suficientes para ele se apaixonar pelo teatro. Na UFRJ, conheceu Ronald Teixeira, com quem começou a trabalhar como assistente em 1995.

Depois de formado, seguiu para São Paulo para trabalhar e estudar. No curso de cenografia no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), teve a oportunidade de aprender com mestres como Gianni Ratto. "Ele me fez entender a arte na cenografia. Foram poucas conversas, mas todas me deixaram marcas que carrego até hoje", diz.

Em 2003, se mudou para Porto Alegre, onde estreou na concepção cenográfica com Hotel Avenida. Seus mais recentes trabalhos foram os adereços para a montagem da ópera Dido e Aenea, de Purcell, e as cenografias de A dois, ah, dois..., Há dois, e Apenas uma maçã. Esta última recebeu o prêmio de melhor cenário no VI Festival de Esquetes Teatrais de Gravataí.

Formação: Sou formado em Artes cênicas pela UFRJ, com habilitação em Cenografia. Fiz a Oficina de Teatro de Bonecos; Curso de Cenografia no Centro de Pesquisa Teatral (SESC-SP); Oficina de Cenografia na Oficina Oswald de Andrade (SP); Oficinas Experimentais de Cinema da FAMECOS, na PUC-RS; Oficina de Direção de Arte para Cinema e Oficina de Cenografia, ministrada por José Manuel Castanheira (Lisboa).

Como funciona o seu processo de criação? Normalmente, encontro minha inspiração no texto. Me aprofundo bastante nas leituras, buscando uma "linha de força" para seguir. Esse processo pode levar dias ou só meia hora. Assim que tenho a idéia do que quero fazer, passo a trabalhar na maquete ou na pesquisa. Só depois passo para o trabalho mais técnico.

Um cenógrafo? Gianni Ratto. E o Élcio Rossini, aqui de Porto Alegre. Ele usa formas simples para criar cenários plasticamente belíssimos e de soluções que me agradam bastante.

Fale sobre um projeto seu que você considera especial. Dar aulas nunca foi um projeto de vida, mas hoje é o principal projeto que tenho em Porto Alegre. Especial mesmo seria transformar o curso de cenografia do TEPA em um Centro de Desenvolvimento e Pesquisa em Cenografia.
A melhor cenografia é aquela que... influencia diretamente na criação do espetáculo como um elemento que sugere novas idéias ao diretor, faz os atores tomarem conhecimento de um novo universo e se utilizarem dele no enriquecimento do seu trabalho.

Qual é o melhor e o pior da profissão? O melhor é estar sempre em constante aprendizado e evolução. O pior é a falta de estrutura para uma carreira artística e toda a instabilidade financeira que ela gera. Isso às vezes leva à queda gente talentosa que deixa tudo de lado por uma carreira mais estável.

Planos para o futuro: Quero trabalhar com cinema, direção de arte. Acho fascinante todo o processo de criação de um filme.

Dica para quem começa: Faça cursos, não tenha pressa de aprender. Busque a informação em todos os meios. Assista a muitos filmes e peças e vá atrás de cenógrafos. Uma assistência para um bom cenógrafo ensina coisas que escola nenhuma vai ensinar.
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