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Revista Luz & Cena
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Masterização Parte 3 - Equalização
Postado por Carlos Freitas em 23/06/2016 - 09h55
Matéria publicada na edição 112 - janeiro de 2001 - Revista Áudio Música & Tecnologia.

Como a compressão, a equalização é um importante item no processo de masterização. Se for utilizada com critério, técnica e bom gosto, será uma excelente ferramenta. Equalizar significa igualar, ou seja, é uma ferramenta que permite nivelar as freqüências que compõe um instrumento quando essas não são captadas de uma forma correta, para mais ou para menos.

Atualmente existem empresas, como Manley e Avalon, que desenvolvem equalizadores específicos para masterização. Esses equipamentos são paramétricos e de alta precisão. Seus canais são calibrados para se obter uma equalização idêntica nos dois canais, pois o áudio é sempre trabalhado em estéreo. Esses equalizadores também possuem filtros passa-alta e passa-baixa, muito úteis na masterização.

EQUALIZAÇÃO CORRETIVA
A equalização na masterização é feita de duas maneiras: a corretiva e a artística
.

A corretiva tem como objetivo corrigir defeitos na mixagem ou até mesmo corrigir uma possível deficiência decorrente de um problema na monitoração no qual a mixagem foi feita. Por exemplo: se o estúdio tem um excesso de freqüências graves na sua monitoração, todas as mixagens terão falta de grave de uma maneira uniforme. Nesse caso, é possível corrigir esse problema detectando quais freqüências são deficientes - no caso os graves - e adicionando-as durante a masterização, corrigindo assim o problema.
"A equalização e a compressão são ferramentas excelentes, mas devem ser utilizadas com critério"


Embora não seja normal, pois geralmente os estúdios têm monitores adequados, este problema acontece com pequenos estúdios que utilizam sistemas de monitor near field. Nesse caso, o estúdio de masterização acaba sendo um grande aliado.

Outro exemplo de equalização corretiva é quando um instrumento acaba ficando um pouco baixo na mixagem. Nesse caso, você procura a freqüência mais forte desse instrumento e consegue, com a equalização, um pouco mais de volume. Embora seja possível, esse processo não é recomendado, pois vários instrumentos possuem freqüências iguais, podendo assim modificar o timbre desses instrumentos, algo nem sempre desejável. O ideal, nesse caso, é remixar a música.

Um outro exemplo de equalização corretiva é durante a montagem do CD. Durante a audição, você detecta quantidades de agudos ou graves diferentes entre as faixas. É possível equalizar algumas faixas do CD comparando-as sempre com as anteriores e posteriores, dando assim uma uniformidade de timbre ao CD.

EQUALIZAÇÃO ARTÍSTICA
A equalização artística tem como objetivo trabalhar nas músicas de maneira bem livre. No caso de um rap, por exemplo, reforça-se os graves. No caso de um CD de música clássica, acentuam-se as altas freqüências, reforçando mais harmônicos.

O aumento do nível de um CD pode ser obtido através da equalização artística. É possível dar um pouco mais de volume ao CD ou um "punch" a mais, enfatizando algumas freqüências como os graves e médios-agudos, clareando a mixagem e dando a impressão de aumento de ganho.
"Antes de começar a equalizar um instrumento na gravação, escolha e posicione bem o microfone para se obter o timbre necessário, e aí sim equalize corrigindo as frequências deficientes"

A equalização, assim como a compressão, é ferramenta excelente mas deve ser utilizada de maneira criteriosa. Antes de começar a equalizar um instrumento na gravação, escolha e posicione bem o microfone para se obter o timbre necessário e aí sim equalize corrigindo as freqüências deficientes.

Utilize bastante os filtros de Passa-Alta e de baixa freqüência. No caso de um cavaquinho, por exemplo, corte os graves de 100 Hz para baixo, eliminando assim harmônicos não desejáveis.


Carlos Freitas é engenheiro de masterização e proprietário de estúdio Classic Master.
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