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Edição #155
junho de 2012
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Holofote: Lu Grecco
por Bruno Bauzer 24/06/2012
foto: Divulgação
Cenógrafa e graduada em arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Luciene Grecco trabalha tanto com com cenografia quanto com direção de arte. Desde 1990, atende às áreas de teatro, publicidade, exposições, eventos, televisão e festas temáticas, sendo que hoje também oferece cursos livres de cenografia para iniciantes em seu ateliê na Vila Madalena, São Paulo.

Seu interesse pela cenografia surgiu, segundo ela, da paixão pelo palco, e vem desde a infância e adolescência, quando fez teatro amador e dança. "Eu queria mesmo era ser atriz... Mas acabei optando em fazer a faculdade de arquitetura, que achei maravilhosa e abriu minha cabeça para várias coisas. Pude ter um convívio com pessoas muito interessantes e que tinham interesses, vocações e talentos variados no universo artístico, assim como eu."

O primeiro contato com a cenografia foi com a dupla de cenógrafas Loira (Cecília Cerroti) e Márcia Benevento, em 1989, quando fez assistência de cenografia para um musical no Teatro Hebraica, em São Paulo. "Fui indicada pela nada menos maravilhosa Mirian Muniz, que era minha professora de teatro na época. No dia em que entrei pela primeira vez no galpão ateliê da Loira senti a mesma emoção da primeira vez que pisei num palco... Até me arrepiei agora ao lembrar desses dois momentos únicos."

Começando a trabalhar profissionalmente com cenografia em 1990, fez a produção de objetos para filmes comerciais na extinta produtora Frame, como assistente de Billy Castilho, hoje diretor de arte, que foi seu amigo de faculdade. "Isso foi quando rolou o Plano Collor e meus clientes de arquitetura cancelaram suas obras por falta de verba, pois a grana de todos os brasileiros foi confiscada. Aliás, não engoli isso até hoje. Eu precisava trabalhar, e por conta dessa manobra do destino, fui mexer com cenografia, que até então parecia um universo inatingível para mim."

Depois de um ano trabalhando no mercado publicitário, com objetos e depois como cenógrafa e diretora de arte, Luciene resolveu fazer um trabalho temporário na TV Cultura, no seriado Mundo da Lua. Apesar de nunca ter o objetivo de trabalhar em televisão, ela quis conhecer outro meio de comunicação para ter mais experiência. Mas o contrato temporário de três meses acabou virando uma vivência de 12 anos.

"Lá tive o prazer de conhecer profissionais maravilhosos e aprender muito com eles. A liberdade para experimentação que existia na emissora naquela época proporcionava muita criação, com resultados surpreendentes. Tive a oportunidade de trabalhar para diversos gêneros de programa, mas onde mais me identifiquei foi no infanto-juvenil. Adoro criar para crianças, pois elas têm a mente livre e a gente pode viajar..."

Nesses 12 anos, Lu participou na criação de vários programas. Dentre os principais, ela destaca o Castelo Rá-Tim-Bum. "Fiz alguns programas muito bacanas, como X-Tudo, Glub-Glub, Mundo da Lua, Turma da Cultura, Ilha Rá-Tim-Bum, Cocoricó, entre outros. Sem dúvida, o trabalho mais especial que fiz foi o Castelo Rá-Tim-Bum. Foi uma criação coletiva, baseada em muito carinho e dedicação, ou melhor, muito amor e devoção. Considero mesmo um presente ter tido essa oportunidade."

Em 2003, Lu resolveu sair da emissora e começou a experimentar a vida de freelancer. "Abri meu ateliê e comecei a atender a vários tipos de demanda de cenografia: teatro, publicidade, televisão, eventos, exposições, festas temáticas etc. Nessa época, comecei a dar cursos livres de cenografia no meu ateliê devido à carência de cursos para formação de novos cenógrafos. Coisa que eu senti na pele quando comecei, pois não havia nenhum tipo de curso de cenografia."

Dando cursos até hoje, Luciene começa a abrir espaço de seu ateliê a outros profissionais da área, para que lá promovam oficinas práticas. Segundo ela, nos próximos meses haverá alguns cursos ministrados por seus antigos companheiros de trabalho - os "Mestres da 'Escola Rá-Tim-Bum', equipe da cenografia do Rá-Tim-Bum, Castelo Rá-Tim-Bum e Ilha Rá-Tim-Bum."

No momento, além dos cursos, Luciene vem realizando diversos outros trabalhos. "Estou fazendo o programa Digi_Tas, do Marcelo Taz para a internet, pela Vivo/Telefônica. Também estou participando da criação de um programa infantil de bonecos para a TV sobre sustentabilidade e projetando um evento de gastronomia no SENAC. Será todo em papelão!", destaca.

Cenógrafos favoritos: A maravilhosa dupla de cenógrafas Loira (Cecília Cerroti) e Márcia Benevento

Um projeto especial que já realizou: A cenografia de uma exposição itinerante de educação ambiental para crianças, encomendada pela ONG WWF-Brasil, que se chamava Água Para a Vida, Água Para Todos e foi inaugurada no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Criei uma carreta e uma tenda, todo o equipamento de educação recreativa, maquetes, mobiliário, comunicação visual etc. Viajei pelo Brasil durante um ano com a exposição.

A melhor cenografia é aquela que... Surpreende, inspira o elenco, o diretor e o público, atende às necessidades técnicas e dramatúrgicas e agrada aos olhos, mas sem roubar a cena.

O que não pode faltar em um projeto cenográfico? O que não pode faltar em uma boa cenografia é alma. O resto pode variar de A a Z. Com alto ou baixo orçamento, prazo grande ou pequeno, diretor objetivo ou confuso, roteiro bom ou ruim, de alguma forma a cenografia tem que conseguir, com propriedade, expressar a essência do argumento e dos personagens.

Planos para o futuro: Duas coisas que ainda não fiz e quero ainda fazer: cinema e minissérie. Por enquanto, ainda não tive oportunidade. Convidaram-me pra fazer direção de arte de uma minissérie em Angola, mas não pude ir porque tinha acabado de quebrar o tornozelo.

Sonho de consumo profissional: Ter um galpão com muito espaço! (risos)

Dica para quem começa: Recomendo aos iniciantes aproveitarem todas as oportunidades de cursos, estágios e assistências que tiverem. Curiosidade e inquietação são os melhores gatilhos para o aprendizado e o desenvolvimento.

 
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