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Edição #149
dezembro de 2010
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Direção de fotografia: Volume e Textura
por Léo Miranda 16/12/2011
Como eu havia dito em nosso último encontro, neste mês o que iremos ver é bem simples e de importância única. A simplicidade está no que devemos buscar em relação à fotografia, que nada mais é do que "volume e textura".

Quando olhamos para uma forma plana, temos a descrição bidimensional da aparência, ou seja, apenas os dois tamanhos dela, o que acaba apenas sugerindo como é, de fato, o objeto. A partir do momento em que descolamos espacialmente este objeto e lhe damos "volume", passamos a ter noção de sua profundidade e de como ele se localiza no espaço.

Parece complicado, mas, vamos começar a descomplicar com este desenho abaixo:

Repare que se olharmos um cubo de frente na sua forma plana veremos apenas sua altura e largura (um quadrado - Fig. 01). Experimentemos deslocá-lo para um de seus lados e passemos a olhá-lo por cima (Fig. 02): agora vemos que não é um quadrado, e, sim, um cubo, e sabemos qual é o seu tamanho real, pois passamos a ver sua profundidade por completo. Sua terceira dimensão.

Podemos alcançar este "volume" com enquadramento somado a iluminação, pois a aparência da forma depende de como a luz toca o objeto. Se colocarmos uma luz chapada, ou seja, diretamente para o objeto, mesmo que o enquadramento esteja acertado iremos perder muito desta noção espacial de profundidade que tanto desejamos.

A forma espacial (terceira dimensão) é o resultado do escurecimento gradual da iluminação (tom) ou da cor. As gradações destes dois elementos nos dão a perfeita noção da terceira dimensão e da profundidade dos objetos.

Partindo do princípio do que significa "foto-grafia" (escrever com a luz), o diretor de fotografia tem todos os recursos em suas mãos quando utiliza bem a iluminação, seja ela natural ou artificial. De posse do controle da iluminação, ele consegue dar o clima desejado. Exemplo: em uma cena romântica, a aplicação de velas e a gradação dos refletores em tom âmbar para acompanhar o clima da cena, somadas à parte do cenário escurecida com destaque apenas nos atores que estão contracenando, fazem a diferença.

A grande maioria dos objetos são reconhecidos apenas pelo seu contorno, o que nos permite utilizar apenas um contraluz para iluminá-los. Se colocarmos um carro dentro de uma garagem que tem a porta aberta, vendo apenas seu contorno, aparente graças à luz que vem de fora, sabemos que é um carro. O mesmo acontece com milhares de outros objetos, como um vaso de planta com apenas um contraluz num quarto escuro.

Devemos repetir e massificar estes conceitos lúdicos para chegarmos sempre a uma única definição daquilo com o que o diretor de fotografia mais deve se preocupar - a luz -, seja na quantidade que deve ser aplicada no ambiente e em objetos, seja na quantidade que a câmera irá captar.

A "textura" depende do ângulo de incidência da luz (lembrando que o ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão) sobre o objeto ou sujeito. Para darmos textura e vermos o relevo de um objeto, devemos iluminá-lo lateralmente. Somente assim poderemos ver seu relevo através das sombras produzidas.

Veja, a seguir, exemplos de iluminação e seus efeitos de volume e textura:

E, para completar, mais um exemplo de volume e textura:

Aconselho colocar os refletores a 45º do objeto ou sujeito quando se deseja dar volume para tal. Pode ser 45º da esquerda, direta, de cima ou embaixo e pode ser 45º de cima e à direita em conjunto. Exercite, experimente, crie, sinta o clima da cena e veja os resultados.

Fuja da fotografia "chapada": dê volume e textura através da luz, da gradação de cor e tom e do enquadramento.

Começando o ano de 2012, irei apresentar uma sequência de fotos e analisar o que há de bom e de ruim nelas para a direção de fotografia. Não chegará a ser "certo" ou "errado", mas, sim, uma análise do que devemos buscar ou fugir para que a fotografia tenha qualidade.

Boas festas e muito obrigado a todos os amigos leitores da Luz & Cena por este ano que passamos juntos aqui!

Abraços.

Agradecimentos à modelo Vanessa Zambon

 
Há 19 anos atuando na área de iluminação, é especializado em gravações externas e eventos, já dirigiu a fotogra?a de comerciais e programas de TV e também ministra treinamento técnico e
operacional a grandes empresas.
Quer tirar dúvidas e propor temas para a coluna? Envie uma mensagem para
leomiranda@luzecena.com.br.
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